O império do chato!
Algum cretino parnasiano já cantou Minas Gerais como um “celeiro de talentos”. Lindo. Mas esqueceu-se de que Minas Gerais é o berço da maior quantidade de chatos existente nesse país. Minas não apenas gera o chato, como chega a exportá-lo, tamanha sua competência na criação desse intragável exemplar da espécie humana.
O chato, na grande maioria das vezes, é especialista em tumultuar, travar, atravancar qualquer iniciativa inteligente que alguém possa propor no nosso montanhoso Estado. O chato atua questionando, duvidando, supostamente analisando, ilusoriamente pugnando por melhorias, modificações, alterações. O chato impera pelo veto. É contra tudo (muito embora, sempre ostentando um ar de falsa humildade, sempre cardinaliciamente untuoso em suas manifestações, falsamente educado, artificialmente fino).
Em Minas, nada se faz, nada se constrói, a não ser que se consiga burlar o chato. Daí essa sina da conspiração mineira. Explica-se, assim, o fato do mineiro gostar de uma conversa ao pé do ouvido, de sussurar suas intenções, às escondidas. Tudo isso para quê? Para agir à revelia do chato. Impedir seu acesso à iniciativa. Porque, se ele pelo menos vislumbrar uma realização, um plano, um projeto, nem os Deuses terão remédio contra a investida do chato!
Um blog porralouca e mentalmente desorganizado como eu.Contra a burrice, contra os artifícios e estratégias selvagens de marketing.Contra o desrespeito ao consumidor. E uma permanente declaração de amor à minha profissão que é a propaganda. E um pleito (cruz!) às coisas inteligentes, feitas e ditas,neste Planeta.